O 5G e a interferência na aviação, entenda o que está acontecendo.

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5G atrapalha a aviação?

Nos últimos dias, diversos sites de notícias têm publicado matérias a respeito de problemas envolvendo as redes 5G e a aviação. A principal preocupação das companhias aéreas é que a nova tecnologia de comunicação venha a interferir nos altímetros, sensores utilizados para medição de altitude e essenciais para o funcionamento das aeronaves modernas.

Companhias de aviação do mundo todo alegam que possíveis interferências são um problemas graves para a segurança das aeronaves e, por isso, vem cancelando voos em algumas regiões ou utilizando aeronaves com tecnologias que não sofram interferência. Já as companhias de telecomunicação tentam se adequar e diminuir o sinal 5G em áreas perto de aeroportos no momento para mitigar problemas até chegarem a uma solução para este impasse.

O que está realmente acontecendo?

Os altímetros são equipamentos essenciais para o funcionamento do piloto automático, sendo crítico seu funcionamento adequado para manobras, especialmente de pouso, em condições climáticas adversas. O funcionamento dos altímetros é baseado em frequências de rádio, operando em frequências próximas dos 4GHz usualmente. Assim como os altímetros, as redes 5G também operam em frequências próximas de 4GHz.

Dependendo do quão próximas as faixas de frequência de operação estejam, podem existir problemas graves de interferência, causando perda de dados nas redes. No caso, alguns países, como os Estados Unidos, utilizam altímetros operando entre 3.7GHz e 3.9GHz, enquanto as redes 5G operam em 3.5GHz. Trata-se de uma proximidade inapropriada entre as duas redes, visto que qualquer interferência em equipamentos do avião podem levar a acidentes fatais.

Este problema, no entanto, não é o mesmo para todos os países. No Brasil, as redes 5G também operam em 3.5GHz, mas os altímetros operam entre 4.2GHz e 4.4GHz. Situação semelhante é observada na União Europeia, onde as faixas também são mais distantes que nos Estados Unidos.

Até o momento, a solução adotada tem sido a utilização de aeronaves operando em frequências diferentes em áreas de risco de interferência ou desligamento das redes 5G próximas de aeroportos. Ainda não há registros de acidentes provocados por interferências, mas as companhias de aviação mostram-se bastante preocupadas com essa possibilidade.

Soluções para o problema

As possíveis soluções para o problema envolvem a troca das faixas de frequência nas quais operam as redes 5G e/ou os altímetros. Esse problema de sobreposição de frequência mostrou-se mais preocupante até agora somente nos Estados Unidos, porém, questões políticas podem dificultar uma solução a curto prazo.

A tecnologia 5G adotada na maior parte do Ocidente teve forte pressão dos Estados Unidos, que tentou dificultar a utilização da tecnologia de rede chinesa, que opera em faixa de frequência diferente. Entretanto, os Estados Unidos não possuem uma política adequada para padronização da operação destas redes, o que levou o país a implementar tecnologias conflitantes, conforme o interesse de cada agência local.

Devemos nos preocupar?

Como dito anteriormente, ainda não há nenhum registro de acidente com vítimas por causa de interferências do 5G na aviação. Apesar disso, a preocupação dos executivos das empresas de aviação é enorme, levando ao cancelamento de voos e troca de aeronaves.

Para nós, brasileiros, assim como para a maior parte do mundo, não há razões para qualquer preocupação até o momento. A maneira como as redes são reguladas no Brasil impede que haja sobreposição de frequências, tornando a chance de interferências em condições normais de operação praticamente nulas.No momento, a preocupação se restringe a poucos países, sendo o principal os Estados Unidos. Para os demais, o maior inconveniente atual é a possibilidade de ter voos para os Estados Unidos cancelados ou modificados, afetando especialmente viagens de turismo ou a negócios.

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