Certificação de rede: o que é e por que fazer?

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A certificação da rede pode ser alcançada com a realização de testes que comprovem a sua qualidade e funcionalidade, com a posterior emissão de um relatório contendo todos os registros de todos os testes efetuados.

Certificação da rede pode ser alcançada com a realização de testes que comprovem a sua qualidade e funcionalidade, com a posterior emissão de um relatório contendo todos os registros de todos os testes efetuados.

A integração do nível de qualidade entre o que é projetado, os materiais que foram utilizados e os serviços que foram executados deve ser atingida para que o sistema de cabeamento estruturado consiga obter o desempenho esperado.

Uma instalação física correta desse sistema é fundamental que a rede seja certificada, segundo norma técnica correspondente.

Uma norma é a TIA/EIA-568B, da Electronic Industries Alliance (EIA) e da Telecommunications Industry Association (TIA), que determina os requisitos gerais para a rede, para os cabos de par trançado e de fibra óptica.

Testes de certificação

Os testes que devem ser realizados para obter a certificação da rede são:

  • Comprimento dos Cabos de par trançado –  não pode exceder:
  • 90 metros, entre o rack e o ponto de rede.
  • 5 metros na interligação relativa ao patch panel.
  • 5 metros para os equipamentos ou dispositivos a serem conectados aos pontos de rede.
  • Comprimento dos Cabos de fibra óptica não deve exceder os limites normativos para os cabeamentos horizontal e vertical.
  • Mapeamento e pinagem dos cabos – devem ser feitos com analisador de rede ou refletômetro, pois mapeadores de fios ou testadores de cabos verificam circuitos abertos, curtos, pares cruzados, invertidos ou divididos, mas não certificam.
  • Atenuação ou perda de inserção (Insertion Loss – IL) – mede a diferença de potência entre a entrada e a saída do meio de transmissão.
  • Paradiafonia (Near-End Crosstalk – NEXT) – mede a interferência nas extremidades do cabo, que pode causar ruído na transmissão.
  • Relação atenuação e paradiafonia (Attenuation to Crosstalk Ratio – ACR) – indica o desempenho do cabo, mostrando a largura de banda que foi realmente utilizada pelo sistema.
  • Resistência do Cabo – pode variar de acordo com a área de sua seção transversal, o comprimento e a resistividade.
  • Perda de Retorno (Return Loss – RL) – medida da diferença da amplitude do sinal de teste e as reflexões que provoca no cabo.
  • Atraso na Propagação (Propagation Delay– PD) – mede o tempo que um sinal gasta para percorrer o cabo.
  • Distorção de Atraso (Delay Skew – DS) – mede o atraso na propagação do sinal entre os pares do cabo de par trançado. Não é um problema comum, pois uma das causas é o uso de materiais diferentes para cada par do cabo.
  • PS-NEXT (Power Sum of Near-End Crosstalk) e PS-FEXT (Power Sum of Far-End Crosstalk)  – medida do crosstalk que um único par sofre dos demais pares do cabo.

Após o final dos testes de certificação, os registros são obtidos do aparelho utilizado e devem fazer parte de um relatório a ser anexado à documentação da rede, servindo como um parâmetro para que os testes possam ser verificados posteriormente.

Por que fazer?

A certificação da rede, pela capacidade de poder realizar com eficiência testes na instalação física, disponibiliza menor tempo de resposta na indicação de eventuais problemas.

Além disso, traz vantagens como:

  • Assegurar que as conexões da instalação da rede estão de acordo com as normas técnicas aplicáveis, o que acarreta em melhor desempenho e qualidade de serviço.
  • Possibilidade de extensão de garantia, para o caso de empresas prestadoras de serviço de instalação de rede, e da confiabilidade na adequação a novas tecnologias.
  • Otimização do investimento em Tecnologia da Informação, com a obtenção de alta relação de custo/benefício e respaldo nas tomadas de decisão.

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